“Dois tiros na cabeça”: fala de pastor sobre migrante em situação de rua causa indignação e repúdio na Câmara de Divinópolis
Na última quinta-feira (04), durante reunião na Câmara de Vereadores de Divinópolis que debateu sobre a população em situação de rua, o pastor Wilson Botelho, líder do projeto Quero Viver, fez uma série de declarações que chocaram parlamentares e o público. Em tom de bravata, ele descreveu expulsões de pessoas de outros municípios, e se vangloriou, de no passado, ter suposto “apoio de coronel” e proferiu frases que, além de desumanas, flertam com ameaça explícita de violência. O vereador Vitor Costa, lamentou A polêmica em Divinópolis começou após declarações do vereador Matheus Dias e do prefeito Gleidson Azevedo, que acusaram cidades vizinhas de “despejarem” moradores de rua no município. As falas geraram repúdio de prefeitos e notas de esclarecimento de cidades como Pedra do Indaiá, Nova Serrana e Carmo do Cajuru, que negaram a prática. Durante reunião na Câmara, a comunicação oficial omitiu falas polêmicas do pastor Wilson Botelho, líder do projeto Quero Viver. Ele afirmou ter expulsado moradores de rua para municípios vizinhos, disse que poderia agir onde a polícia não podia e chegou a ameaçar um homem de morte, relatando que poderia “dar uma ligada e ele tomar dois tiros na cabeça”. Também atacou ações de assistência, afirmando que não daria sopa para “não engordar vagabundos”. A postura da Câmara, que não registrou as declarações mais graves e não divulgou a gravação, foi vista como tentativa de proteger a imagem institucional. O vereador Vítor Costa (PT) repudiou o discurso, classificando-o como “perverso e criminoso”, e reforçou que o SUAS garante atendimento universal, não podendo ser negado por origem do indivíduo. Ele também criticou o silêncio da gestão municipal diante do episódio. Da redação com informações do DiviNews










