Minas Gerais é o terceiro estado brasileiro com o maior número de cédulas falsas retiradas de circulação em 2026. De acordo com dados do Banco Central, 8.186 notas falsificadas foram apreendidas no estado entre janeiro e julho.
Em todo o Brasil, mais de 65 mil cédulas falsas foram retidas no mesmo período. Em Minas, as notas de maior valor representam a maior parte das apreensões. Foram 4.289 cédulas falsas de R$ 200 e 2.843 de R$ 100.
O cenário exige atenção principalmente do comércio, já que quem recebe uma nota falsa pode acabar ficando com o prejuízo. Apesar do crescimento de pagamentos por cartão e Pix, o dinheiro em espécie ainda é utilizado por parte da população.
A orientação é que comerciantes reforcem os cuidados e treinem os funcionários para identificar os principais elementos de segurança das cédulas, como marca-d’água, alto-relevo, fio de segurança e elementos que mudam de cor. O Banco Central disponibiliza orientações para ajudar a população a conferir esses itens.
Caso haja suspeita de falsificação, a nota não deve ser aceita nem repassada. A recomendação do Banco Central é encaminhar a cédula para análise em uma instituição bancária e solicitar um recibo de retenção.
O Banco Central também alerta que notas falsas não são trocadas por cédulas verdadeiras, portanto não há ressarcimento pela instituição.
Do ponto de vista criminal, é necessário analisar se a pessoa que colocou a cédula em circulação sabia que ela era falsa. Caso quem repassou a nota seja identificado, a vítima pode registrar uma ocorrência e, dependendo da situação, buscar reparação pelo prejuízo.
Da redação

