Justiça aceita recuperação judicial do Grupo Saritur, que já operou o transporte coletivo de Itaúna

A Justiça de Minas Gerais autorizou o processo de recuperação judicial do Grupo Saritur, que reúne mais de 40 empresas do setor de transporte e acumula uma dívida de aproximadamente R$ 960 milhões. O grupo já teve atuação no transporte coletivo de Itaúna, por meio de empresas que integram sua estrutura.

A decisão foi tomada pela 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte e estabelece um período inicial de 180 dias para proteger as empresas de cobranças e execuções judiciais. Nesse intervalo, também ficam impedidas medidas que possam comprometer a continuidade das atividades, como a apreensão de ônibus e outros bens considerados essenciais.

O grupo terá 60 dias para apresentar à Justiça um plano com as medidas previstas para reorganizar as finanças e negociar o pagamento dos débitos. A proposta será posteriormente submetida à análise dos credores.

De acordo com o processo, o passivo total chega a R$ 959.753.597. Entre os fatores apontados para a crise estão os efeitos provocados pela pandemia, a elevação dos custos de operação e a recuperação mais lenta do número de passageiros no transporte coletivo.

Durante o processo, uma administradora judicial ficará responsável por acompanhar as atividades das empresas e fiscalizar o cumprimento das determinações da Justiça.

Caso o plano não seja apresentado dentro do prazo, ou seja, rejeitado pelos credores, o grupo poderá ter a falência decretada pela Justiça.

Por Fábio Melo