A trajetória do padre Giovanni van de Laar, de 87 anos, ganhou destaque em um documentário que celebra sua vida dedicada à fé e à caridade em Itaúna. Sacerdote holandês, ele se tornou uma das principais referências religiosas e sociais do município.
Nascido em Someren, na Holanda, padre Giovanni cresceu em uma família numerosa e religiosa. Desde cedo manifestou o desejo de seguir a vida sacerdotal e ingressou no seminário aos 13 anos. Enviado ao Brasil pela Congregação dos Padres do Espírito Santo, chegou ao país aos 26 anos, sem dominar a língua portuguesa, e teve Itaúna como destino final.
Apesar das dificuldades iniciais, especialmente com o idioma, construiu uma forte ligação com a comunidade local, onde permaneceu por decisão da congregação e por afinidade com o povo itaunense. Ao longo das décadas, desenvolveu diversas ações sociais e pastorais, sempre com foco na inclusão, na educação e no cuidado com os mais vulneráveis.
Um dos principais legados é a Creche Betânia, fundada em 1987, criada para atender crianças de famílias em situação de vulnerabilidade e permitir que as mães trabalhassem. A instituição se tornou símbolo de acolhimento e solidariedade na cidade.
Além da creche, padre Giovanni esteve à frente de iniciativas como alfabetização de adultos, farmácia comunitária, biblioteca, projetos de saúde e assistência social. Para ele, a missão da Igreja é estar próxima da sociedade e contribuir para um mundo mais justo e fraterno.
A história do sacerdote é retratada no documentário “Padre Giovanni: um legado de fé e solidariedade”, dirigido por Daiene Marques, que destaca sua dedicação pastoral e o impacto de sua atuação na vida de gerações em Itaúna.
Por Fábio Melo com informações do G1

