A assembleia geral de credores aprovou o plano de recuperação judicial da Coteminas, que prevê a criação de um fundo imobiliário (FII) e de um fundo de direitos creditórios (FIDC). A medida pode beneficiar a Companhia de Tecidos Santanense, incluída no processo.
O plano concentra imóveis industriais em um FII com cotas que poderão ser usadas para pagamento de credores, sem venda imediata dos ativos. A proposta busca preservar valor e evitar liquidações forçadas.
Os ativos estão localizados em Itaúna, Macaíba, Pará de Minas, Montes Claros, Campina Grande e João Pessoa. O FIDC reunirá créditos quirografários, com opção de conversão em cotas.
O plano envolve dez empresas do grupo e estabelece prazo de até 12 meses, prorrogável uma vez, para a constituição do fundo imobiliário. Créditos trabalhistas serão pagos em até três anos após a homologação, dentro do limite legal.
Por Fábio Melo

