Alimentos vencidos, cervejas na geladeira, falta de enfermaria e medicamentos guardados de forma inadequada foram encontrados pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em um residencial para idosos em Pimenta. A instituição foi fechada depois das irregularidades e da falta de documentos obrigatórios. Dois idosos estavam no local e foram levados para outras instituições.
O Ministério Público disse que nunca foi informado oficialmente sobre a abertura do Residencial Santa Terezinha e, por isso, passou a cobrar a documentação necessária para comprovar o funcionamento legal.
Como parte dos papéis não foi apresentada, a Promotoria abriu um procedimento para acompanhar a situação e, mais tarde, fiscalizou o imóvel quando encontrou os problemas.
A responsável pelo residencial decidiu encerrar as atividades em setembro, após meses de tentativas do MP para regularizar o serviço e sanar as falhas. A assistência social do município confirmou o fechamento. A defesa do Residencial Santa Terezinha informou ao g1 que vai se posicionar por meio de nota.
A 5ª Promotoria de Justiça de Pimenta tomou conhecimento da inauguração da instituição, mas afirmou que não recebeu comunicação formal da direção. Em abril, o Ministério Público pediu 17 documentos obrigatórios, como identificação da diretoria, lista de idosos, inscrições em órgãos competentes, alvará sanitário, projeto arquitetônico e registros individuais. Parte do material foi enviada, mas considerada incompleta. O prazo foi ampliado e, diante da falta de resposta, a Secretaria de Assistência Social foi acionada.
A vistoria ocorreu em agosto e apontou problemas sanitários, estruturais e administrativos, como alimentos vencidos, geladeira com cervejas, ausência de enfermaria, medicamentos misturados a pertences pessoais, presença de um interno de 48 anos, falta de contratos, alimentação só por marmitex, portão aberto durante a inspeção e degraus sem corrimãos.
A Promotoria informou ainda que um familiar da proprietária tentou atrapalhar a fiscalização e parecia estar embriagado.
Da redação com informações G1

