A Fábrica de Tecidos Santanense, em Itaúna, enfrenta um dos períodos mais desafiadores de sua história. A controladora Coteminas passa por um grave desequilíbrio financeiro, o que tem refletido diretamente nas unidades do grupo, incluindo a de Itaúna, que está em processo de recuperação judicial e acumula ações trabalhistas.
De acordo com o balanço mais recente divulgado pela empresa, referente ao terceiro trimestre de 2024, a receita líquida somou pouco mais de R$ 105 milhões, queda em relação ao mesmo período do ano anterior. O prejuízo ultrapassa R$ 67 milhões, enquanto as dívidas do grupo se aproximam dos R$ 2 bilhões.
A crise se estende também ao campo trabalhista. Ex-funcionários têm recorrido à Justiça para cobrar valores atrasados e contestar o descumprimento de acordos. O cenário preocupa sindicatos e trabalhadores, que temem demissões em massa caso o plano de reestruturação não avance.
Com assembleias de credores previstas para novembro, a incerteza paira sobre o futuro da Santanense e sobre centenas de empregos diretos e indiretos na cidade.
Por Fábio Melo

