Polícia Civil identifica organização criminosa por trás de clínicas terapêuticas em Juatuba

A Polícia Civil revelou que clínicas de reabilitação interditadas em Juatuba eram administradas por uma organização criminosa voltada apenas para o lucro. Nos últimos dias, três estabelecimentos foram fechados após denúncias de maus-tratos, abusos e condições degradantes.

Segundo as investigações, as clínicas cobravam entre R$ 1,5 mil e R$ 2,5 mil de cada família, enquanto submetiam os pacientes a ambientes insalubres, sem acompanhamento médico ou social adequado. Entre as irregularidades encontradas estavam mulheres dopadas com coquetéis de psicotrópicos, colchões sujos e alimentos contaminados, inclusive com fezes de ratos.

As chamadas “terapias” eram, na prática, agressões físicas, incluindo socos, chutes e aplicação de mata-leão. Muitas vítimas eram obrigadas a trabalhar em lavouras ou realizar tarefas domésticas quando não estavam amarradas.

Neste ano, doze clínicas clandestinas foram interditadas na área do 2º Departamento da Polícia Civil, que inclui Contagem, Betim, Mateus Leme e Juatuba. Somente nos últimos três dias, três unidades foram fechadas, todas ligadas à mesma organização criminosa.

O grupo, liderado por um homem de 39 anos, movimentava cerca de R$ 400 mil apenas com as três clínicas recentemente fechadas. Segundo a polícia, os suspeitos captavam vítimas pelas redes sociais, enganavam famílias, impediam visitas e, em alguns casos, transferiam pacientes sem aviso.

As mulheres resgatadas foram encaminhadas pela Assistência Social a locais de acolhimento apropriados. O inquérito policial continua em andamento, incluindo a investigação sobre o uso irregular de receituários médicos encontrados nos estabelecimentos.

Da redação com informações de O Tempo