Deputadas estaduais de Minas Gerais recebiam ameaças, injúrias, denunciação caluniosa, violência psicológica, transmissão e publicação de fotos e vídeos de nudez e pornográficos de adolescentes, instigação à automutilação, veiculação de símbolos nazistas, associação criminosa e corrupção de menores. Todos esses crimes culminaram na condenação de um homem, de idade não revelada, a 12 anos e nove meses de prisão, em regime inicialmente fechado. A decisão foi divulgada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) nesta segunda-feira (12 de maio).
Conforme o órgão, o réu se “utilizava de múltiplos pseudônimos e técnicas de ocultação para praticar os crimes”. O coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (Gaeciber), promotor de Justiça André Salles Dias Pinto, afirmou ao MPMG que “a sentença representa um marco no combate aos crimes cibernéticos, demonstrando a efetividade da atuação conjunta do Ministério Público, Polícia Militar e Polícia Civil na identificação e responsabilização dos autores de tais delitos”.
A condenação se deu por meio da 12ª Promotoria de Justiça de Belo Horizonte e contou com o apoio das Polícias Militar (PMMG) e Civil de Minas Gerais (PCMG).

